4 bilhões de pessoas sofrem severa escassez de água – por Tomi Mori

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Foto: Wikipedia

Em artigo publicado na revista Science Advances, no mês passado, os pesquisadores Mesfin Mekonnen e Arjen Hoekstra mostram a grave situação da escassez de água no planeta.

Segundo o estudo, 4.3 bilhões de pessoas, 71% da população global sofrem moderada ou severa falta de água pelo menos durante um mês no ano. Desse total, 4 bilhões, ou seja, 66% da população vive severa falta de água em, pelo menos, um mês ao ano. Na Índia correspondem a 1 bilhão e na China a 0.9 bilhão desse total de 4 bilhões de pessoas.

Populações significativas vivendo severa falta de água durante parte do ano incluem Bangladesh, com 130 milhões; Estados Unidos, também com 130 milhões, particularmente nos estados da California, Texas e Florida; Paquistão com 120 milhões; Nigéria, com 110 milhões e México, com 90 milhões.

O estudo esclarece também que uma parte significativa da população mundial, que varia de 1.8 a 2.9 bilhões sofre falta de água de quatro a seis meses ao ano.

Meio bilhão sofre severa falta de água durante o ano inteiro, como na Índia, com 180 mlhões; Paquistão, com 73 milhões; Egito, com 27 mihões; México, com 20 mihões; Arábia Saudita, também com 20 milhões e o Iemen, com 18 milhões.

Outros países, também, sofrem de severa escassez de água durante todo o ano, como a Líbia e Somália, com 80 e 90% da população; Paquistão, Marrocos, Nigéria e Jordão com 50 a 55% da população.

Esses resultados, segundo os pesquisadores, mostram que a situação é mais grave do que se sugeria por estudos anteriores, cujas estimativas giravam em torno de 1.7 a 3.1 bilhões.

Os cientistas concluem que a questão da água é uma das questões principais neste século.

Não faz parte do estudo mas sabemos que essa situação deriva do aumento da população mundial. Devido ao consumo direto originado pelas necessidades básicas e, inclusive, extravagancias, que já não correspondem à nossa época, como a proliferação de piscinas residenciais. Da manutenção de animais domésticos, seja para consumo em forma de bifes, presuntos e derivados; como também dos nossos adorados bichinhos de estimação, como gatos, cachorros e papagaios. Da agricultura e atividades como a mineração e a indústria com sua sêde insaciável.

E recentemente, a criação humana das mudanças climáticas, que também tem contribuído com o agravamento do problema.

O artigo, em inglês, na qual foi baseada a matéria, pode ser baixado em formato pdf na página: http://www.ayhoekstra.nl

 

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